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  • Francisco Capelo

EU TAMBÉM NÃO SOU BRUXO, MAS…




Pois é, ah pois é meus amigozees. O nosso treinador disse que não era bruxo: ele não sabia qual iria ser o resultado, porque não era bruxo. Ok. Muito bem. Depois o treinador do FC Porto veio a terreiro e confirmou: “- Eu também não sou bruxo !!”.

Está-me aqui a parecer que um descartou-se e o outro apanhou boleia ! Serviços mínimos absolutamente cumpridos, caros senhores treinadores - Bravo ! Ficaram ambos bem na fotografia e escusaram-se a polémicas inúteis - por vezes ser minimalista dá grandes frutos.



Mas agora, é a minha vez: “- Eu também não sou bruxo, mas…” estava-se mesmo a ver no que isto ia dar !


Vamos por partes. O nosso presidente pôs JJ a andar e depois arranjou dois treinadores que lhe deram pouco trabalho: nunca se ouviu a voz de Rui Vitória ou Bruno Lage na política de (des)investimento claro como água na equipa principal de futebol. Sendo assim, pouco poderiam também reivindicar depois. Agarrados à mítica estrutura até ao fim – mesmo que seja preciso afundar-se com o Titanic, lá vão eles alegremente.



O FC Porto pode ter muitos defeitos, mas tem duas enooormes virtudes:


1ª Virtude: Em vez de um CEO da área financeira ao leme, tem um presidente da área desportiva a mandar;


2ª Virtude: E na política de contratações tem uma exigência simples que segue religiosamente desde há décadas a esta parte e que faz todo o sentido: o jogador que entra tem que ter, além de habilidade técnica, uma Raça indiscutível. Ou seja, em muitos jogos em que a inspiração nada quer com a equipa, tem de vir à tona o trabalho duro de sapa – desde atacantes a defesas, a filosofia é a mesma. E compensa – compensa porque existe compromisso máximo - todos correm muito, todos correm para o mesmo lado e todos se esforçam até cair para o lado, se necessário.



Portanto, quando o Grimaldo fala agora em falta de Raça, tem toda a razão – e ela começa a faltar por aqui mesmo – numa política de contratações atabalhoada e que não exige este ínfimo detalhe que é a forte personalidade do jogador. Tudo o resto está lá, desde jeito natural à altura física do jogador – mas falta realmente o mais essencial: vontade de ganhar pelo clube.


Ora bem, quando o capitão do FC Porto pede mais suor em campo – o suor aparece nos outros jogadores; mas quando o capitão do SL Benfica porventura exige o mesmo – existe um deserto para onde ele olha. Não está lá nada – tanque vazio. Népias. Zero. Apenas aparece o ego e o toque no cabelo e o post no Instagram – mais Nada.


O adepto sonhador pensa logo que o problema está no jogador: Errado. O problema está no tipo que deu o aval à contratação desse e de outros jogadores, sem que eles possuam essa simples característica que, ou se tem, ou não: C-A-R-Á-C-T-E-R – forte, excepcionalmente forte, se possível.


E aqui, ou se coloca este item na lista de compras ou não. Não se venham queixar de que não há frango no frigorífico se só colocaram no carrinho batatas ou lixívia.



Sejamos francos: aprecio e de que maneira a gestão do clube. Que é, reconheçamos, uma gestão mais focada na parte económica do que na desportiva. Tinha de ser, o presidente não tinha hipótese que não fosse assim. Todos estamos lembrados de um passado recente que não podemos nem devemos esquecer. Deste modo, entre ganhar o campeonato ou assegurar que vamos estar a competir nesse mesmíssimo campeonato dentro de 10/ 15 anos, aposto sem pestanejar na segunda opção.


Porque ter um Futuro lá à frente vem sempre antes de continuar com um Presente atamancado. Mas a pergunta que todos os nossos adeptos fazem é só uma: e não podem as duas coisas conviver na mesma frase ???


Os erros nesta gestão desportiva têm sido tão constantes e aberrantes, que até um monge autista no alto do Evereste os pressente a léguas de distância. Aliás, o contexto de desistência activa que desembocou na perda do Penta era tão óbvio que aparentemente parecia que só o Benfica não o queria ganhar !



Terminando com uma nota de humor:



“- Eu também não sou bruxo, mas…” não sou igualmente parvo: era evidente que o FC Porto ia ganhar. Assim como o Braga nos ganhou. E ganharam porque são, neste momento, melhores. E mais competitivos. E mais raçudos. Ganharam porque queriam ganhar e porque fizeram de tudo para ganhar.



Por isso, parabéns ao FC Porto – e parabéns sobretudo ao seu treinador, que foi tão brando e delicado na antevisão deste jogo – em que claramente a sua equipa era mais forte (e todos o sabiam – Todos).


Mesmo aquele que assobiou para o ar e que continua a desvalorizar coisas que deveria, pelo contrário, ter em conta - para que esta equipa dos 100 milhões comece finalmente a funcionar.



TENHO DITO.


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