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  • Francisco Capelo

Moço de Recado$




Convenhamos e reconheçamos: o dinheiro tal como o conhecemos tem os segundos contados. E não – Não estou aqui a falar dos Bitcoins e do dinheiro virtual nas contas dos bancos online. O dinheiro tornou-se um fim em si mesmo – e nunca nos lembramos que essa tal coisa é apenas o intermediário e o tal “moço de recados” de que falava Marlon Brando no devastadormente perturbador “Apocalipse Now” – mas um moço de recados que nos custa cada vez mais caro..


As cavalariças onde o deixamos estar a dormir e esse tãaaao brilhante e genial e peregrino conceito de “Juro” e “Lucro” esteve na base do nosso progresso como sociedade desde essa outra invenção linda chamada burguesia – mas neste momento é preciso ter pena do animal que sofre- e- sofremos- também- nós- com- ele e ter piedade e ser humano e levá-lo para as traseiras dessa mesma cavalariça e abatê-lo.


É assim a vida – uns continuam a respirar e outros talvez nem tanto. E se queremos permanecer algo ainda parecido com esse humanismo intuitivo e se no entretanto queremos mesmo que o futuro ainda exista e que seja ainda possível sequer quando lá chegarmos – temos de levar o cifrão a um contentor, deixá-lo lá com uma pedra bem pesada em cima, deitar uns 67 litros e meio de gasolina e pegar fogo à maldita coisa, para que não sobre rasto nem lastro.



O conceito de Lucro – que, mal ou bem, construiu uma civilização e a trouxe das trevas que- dizem – havia na Idade Média e que suportou toda a estrutura da Revolução Industrial e que implodiu o sistema que fazia todo o sentido das Artes e ofícios – que permitia uma ideia de sistema educativo que Também fazia sentido – esse conceito sabemos todos muito bem quem o introduziu, que planos tinha para o futuro dos outros e que tipo de sociedade queria encontrar lá ao fundo desse tão belo e sobretudo tão previsível túnel. Os génios da banalidade adooooram cenas previsíveis - é o seu mundo!!


E nós, incautos cidadãos, com a nossa vidinha de sempre, nem entendemos bem qual a causa das coisas – por exemplo qual é a VERDADEIRA causa das guerras. Já ouviram falar por acaso no bonito conceito de “Petrodólares”..? Enviem aí um email ao outro lado do Atlântico e perguntem ao arquivista d´”O Castelo” lá naquelas bandas qual a Verdadeira causa da guerra no Iraque e também porque razão a Venezuela se tornou um incómodo tãaaao grande!


Nada de confusões - tudo isto tem simplesmente que ver com a forma totalmente distinta como os países encaram qual deverá ser a forma de pagamento. Isto e apenasmente isto! E, ao que julgo saber – os States querem e precisam de impor o paradigma – dos seus dólares e que essa medida de valor esteja relacionada com o petróleo dê por onde der! E quando Saddam Hussein berrou que ia mudar esse sistema… o Outro sistema deu uma volta no seu caixão e acordou, feito o zombie que sempre foi e exclamou: “- O quêeee??? Querem ir-me à carteira??”.



Ah, pois é, meus caríssimos amigos… e neste contexto tão bonito e poético, perguntem aí quem tapou com um pano a “Guernica” de Picasso exposta na ONU ou ONI ou UNÓ enquanto se faziam os planos tão espertos e avançados e inteligentes e que levaram, directa ou indirectamente - ao assassinato de centenas de milhar de civis iraquianos – isto foi dito por Noam Chomsky, o génio da Linguística! Façam-lhe a pergunta a ele – eu aqui sou apenas o tal moço de recados!! Ele fez as contas e a coisa já vai lá para um pouquito mais de.. 300.000… e estou a ser simpático, ok? Ohh Picasso… quem diria que quase um século passado a tua mensagem de pacifismo sincero ainda iria incomodar taaaantas “consciências”..! Mundo lindo, mundo tão engraçado. Estes adultos à força parece que ainda gostam de meter outros adultos na forca! Ahh natureza humana.. não mudaste nem um poucochinho...



Nós humanos, temos uma maneira de dar a volta ao que os governos nos querem impingir: alguém disse uma vez algo muito inspirador:



“Muda o teu pensamento – e aí mudará o teu mundo”



A meu ver há várias soluções para substituir a medida de valor- dinheiro. E pessoalmente, prefiro sempre sempre a mais simples das várias soluções – a solução mais simples é habitualmente a que tem uma maior abrangência e também com efeitos secundários bastante limitados. Existem soluções no passado que nos ensinam muitíssimo e que foram completamente abandonadas, mas que neste contexto sociológico emergem claramente como as mais intuitivas e eficazes.


Regressemos, muito simplesmente – à Troca Directa. Deixemos os políticos- cábulas a falar para o boneco. Eles falam sempre a mesma Linguagem: dinheiro, bancos, e muitos etceteras. Precisam de manter Esse sistema. Milhões e milhões de notas são emitidas e nunca tal cena chega ao “mercado” para resolver alguma coisa – esse dinheirão é emitido – APENAS para manter o sistema- em- si- mesmo!


Incrível, de facto, ao estado a que isto chegou. E as notas e moedas que antigamente estavam ligadas directamente às reservas de ouro que AINDA existiam – hoje em dia… perderam completissimamente essa ligação! E depois queixem-se da inflacção galopante, senhores doutores de Harvard e aparentados! Tirem a gravatinha e juntem-se à gentinha que come caldinhos de galinha todos os diazinhos da sua vidinha!


Mas nós – humanos que pensam e sentem – somos nós que mandamos e não essas pessoas que serão sempre só isso: pessoas – não humanos. Nas TV lixo que temos só falam: economistas, gestores, políticos, politólogos e etc e tal. Lista finito! Encontrar um sociólogo é coisa rara e encontrar um antropólogo nunca tal coisa vi nesta vida que já se aproxima de meio século! Ele há coisas misteriosas, mesmo.. estamos sempre a aprender!


Se alguém tem uma batata e outro alguém um cromo do Topo Gigio e o outro alguém adoora o boneco e esse alguém precisa de comer uma batata – faça-se a troca. Estão à espera de quê? Que o Governo elabore um decreto- lei para permitir tal incongruente coisa?? Um humano distingue-se de um administrativo- das- ideias- dos- outros por uma simples coisa: costuma fazer coisas que façam sentido.


E a partir destes tão singelo detalhe – ou seja, substituir dinheiro como medida de valor por troca directa – podemos criar uma sociedade muuuito diferente mas sobretudo muuuito melhor – de humanos que façam coisas que realmente façam sentido, sabem..? Que comuniquem entre si, que façam novas amizades, que voltem a ser.. Humanos!


E a partir desta mudança milimétrica da engrenagem, a máquina acorda e começa mesmo a funcionar – desde o sistema educativo baseado na ideia bem camuflada e escondida e plena de sabedoria de “Karate Kid” ou em Platão- que- falava- aos- alunos- e- os- fazia- pensar a uma arquitectura a sério que respeite totalmente o ambiente à volta e a um certo regresso à normalidade da verdadeira Vida e do lento ritmo sem stress de cada um de nós.


Uma Revolução nos aguarda naquela esquina – e olhem que não é uma miragem no deserto… esta esquina está mesmo ali, à mão de semear..



Eu não procuro – eu Encontro

- Pablo Picasso



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